Tenso.

02/07/2009

A primeira gravação para televisão (ou melhor, para o site do LabJor) foi incrível! A tensão, a adrenalina, os papéis na mão para não esquecer nada, contribuiram para a realização de um programa que superou as expectativas. Desde a proposta do trabalho o grupo demonstrou ter talento. A escolha do tema, busca por um entrevistado, a divisão das equipes, a escolha do nome do programa, foram decisões em conjunto.

Estar em frente às câmeras, com luz direcionada e microfone no alto é uma sensação estranha, diferente. Entretanto, foi muito mais tranquilo do que eu imaginei. A segurança do grupo foi essencial, e exposta no programa. Sem falta ou excesso de tempo, conseguimos expressar nossa opinão e nosso objetivo.

Aproveito para agradecer a presença presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, José Maria Rodrigues Nunes, que nos concedeu uma ótima entrevista. Também quero parabenizar todos os integrantes do grupo, que fizeram o “Em Pauta” acontecer.

Postado por: Eduarda Alcaraz

Em poucos minutos, no ar

02/07/2009

Às 10h, começaremos a gravação do programa de TV. Terá duração de 20min, divididos em duas partes: metade para debate e outra metade para entrevista. O tema central que escolhemos foi a polêmica em torno da não-obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercício da profissão. Nosso convidado especial é o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, José Maria Rodrigues Nunes. O programa “Em Pauta” vai ao ar em instantes.

Postado por: Filipe Garcia

A Arte de Improvisar

04/06/2009

Não foi o primeiro contato, visto que a maioria faz estágio voluntário, mas o programa de rádio feito pelos alunos de Laboratório de Jornalismo foi uma experiência altamente positiva. Mostrou que o jornalista, além de estar sempre bem informado, precisa ter competência. Aprendemos também o poder da organização: era evidente que os grupos que se organizaram mais em torno do programa, que bolaram uma pauta nem que fosse apenas decorada e não escrita, saíram-se muito bem. A principal ferramenta do rádio, a voz dos locutores, ainda deve ser aprimorada por nós, uma vez que as diferenças entre os tons de voz dos alunos eram claramente perceptíveis e a dicção às vezes atrapalhou um pouco. Havia o nervosismo ainda, claro, compreensível. Saber que tu estás sendo ouvido por outras pessoas faz uma enorme diferença na hora de falar, torna a tarefa muito mais difícil. É preciso de tranqüilidade. Lembro que, no caso particular do meu grupo, faltaram alguns minutos para completar o tempo total do programa. Se o nervosismo de um contagiasse todos, perderíamos a qualidade daquilo que estávamos fazendo. Não foi o que aconteceu. O grupo se concentrou e, pegando carona com a Editoria de Esportes, começou a dar pitacos sobre Fórmula-1 e sobre o jogo entre Internacional e Flamengo pelas quartas-de-final da Copa do Brasil. Tudo obviamente improvisado, motivo de risadas mais tarde quando todos os alunos de Laboratório de Jornalismo ouviram partes de seus programas.

Mas o que é o Jornalismo se não uma profissão onde é preciso estar preparado para enfrentar qualquer tipo de dificuldade, onde a (competente) improvisação torna-se arte? Estamos engatinhando, mas já não somos recém-nascidos na profissão. Sabemos que improvisar de qualquer jeito não salva a credibilidade de uma informação, ou a qualidade de uma reportagem, mas também sabemos que, em todo caso, temos totais condições de fazer um bom trabalho baseando-se apenas na nossa cultura, no nosso conhecimento. Com isto, também tiramos a lição de que o roteiro é essencial para manter o programa estruturado e para servir de apoio quando alguém se perder em meio de tanta informação e falatório.

As conclusões sobre a realização do programa de rádio não poderiam ser mais positivas. Houve divisão de editorias, livre escolha da estrutura, liberdade de expressão. Enfim, tudo muito real e muito parecido com o ofício do Jornalismo nas rádios. Essa experiência foi fundamental para entendermos certas coisas, que só podem ser entendidas com a prática. Falo do roteiro escrito, que os grupos desprezaram. Todos, na discussão ao término da atividade já na outra aula, ressaltaram a importância do programa de rádio possuir um roteiro escrito e, mais que tudo, rigorosamente obedecido. O professor Fábian Chelkanoff exemplificou o uso do roteiro em situações que imaginávamos que ele não existia, como no programa Pretinho Básico, da Atlântida FM.  Fábian destacou ainda que o roteiro do Pretinho Básico é seguido de forma disciplinada pelos seus integrantes, de modo que o programa mantém um padrão de qualidade e de temática até nos picos mais descontraídos. Por fim, todos os alunos de Laboratório de Jornalismo saíram felizes com a experiência adquirida e agora esperam ansiosos o próximo projeto prático: a televisão.

Postado por: Filipe Garcia.

Fênix.

28/05/2009

O rádio é uma mídia que sofreu diversas alterações ao longo dos anos. Ao longo de sua história, revolucionou, surpreendeu e encantou as pessoas, como no dia em que o ator e cineasta Orson Welles leu uma versão adaptada do livro “Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells, em 1938. A população acreditou piamente no que era dito e exigiu  uma solução política e a ação do exército. Neste dia, o rádio provou seu potencial e mostrou como pode atingir o imaginário das pessoas.

A mídia foi muito usada durante a Segunda Guerra Mundial, para passar informações e propagandas. Quem também aproveitou essa tecnologia foram Hitler, na Alemanha, e sir Winston Churchill, na Inglaterra. No Brasil, o grande sucesso do rádio foi o Repórter Esso, um corespondente que passava um resumo noticioso.

Com o lançamento das televisões, o rádio perdeu seu espaço, afinal ambos tinham o mesmo tamanho, mas a TV tinha um diferencial: a imagem. Durante esse período, o rádio precisou renovar-se tanto em sua programação, quanto em sua estrutura. Para isso, foi criado o transístor, um aparelho que possibilitou a portabilidade do rádio. Desde então foi possível ouvir o rádio para os estádios, para o carro e também carregá-lo pela casa. Com o surgimento da fita K7 e do Walkman, o rádio praticamente morreu. Nesse momento, ele teve de se reinventar e “renascer das cinzas”.

As rádios AM (Amplitude Modulada) constumam ser mais noticiosas, pois possuem uma qualidade de áudio baixa que não possibilita a reprodução de músicas. No estado, o AM tem tradição em transmitir os esportes. As ondas reproduzidas têm maior propagação em relação às ondas da rádio FM (Frequência Modulada). Esse formato surgiu no Brasil nos anos setenta e começou a expor os gêneros musicais, incentivando o início do rock brasileiro. As rádios comunitárias são emissoras de pequeno alcance, ouvidas em um bairro. O serviço é voltado para a comunidade e tem o objetivo de auxiliar a população.

Atualmente, o rádio passa por sua terceira fase de mudanças. A concorrência com a internet e com o MP3 está explorando o lado digital do aparelho analógico. Os formatos testados são o HD radio, originário dos Estado Unidos e o DRM, europeu. O primeiro, transforma a qualidade AM em FM e proporciona qualidade de CD ao FM. Enquanto o segundo opera em outra frenquência, que expande o número de emissoras.

O futuro dos rádios ainda é indefinido. As emissoras analógicas competem com as digitais, que por sua vez lutam por um espaço na mídia. O rádio já provou que consegue se reinventar e superar os desafios, provavelmente o rádio se reinventará novamente, via computador ou através dos aparelhos nos carros, nas casas e nos estádios.

Postado por: Eduarda Alcaraz

É apenas o começo.

16/04/2009

Voltemos um pouco na história do jornalismo, precisamente no século XV. Em 1605 ou 1609 – não há consenso sobre as datas, nem ao menos sobre o local -, nascia o primeiro jornal impresso do mundo, há mais ou menos 400 anos. O fato ocorreu em Bremen, Alemanha, ou em Estrasburgo, situado atualmente na França, mas que na época pertencia ao Império Alemão. Não acredito que esteja equivocado, mas o quadrigentésimo aniversário desse imprescindível meio de comunicação não repercutiu tanto na imprensa, nem mesmo nos próprios jornais. Ironia? Talvez.

O fato é que o jornal é imprescindível às necessidades contemporâneas de entender tudo que se passa ao nosso redor. O (bom) jornal cumpre integralmente essa árdua e difícil tarefa. Com o surgimento da Internet, no enntanto, o atraso da informação do jornal – que já existia, desde sua criação – agravou-se em função das atualizações constantes que a rede recebe. Se um fato ocorre às 15h de quarta-feira, é preciso esperar o jornal de quinta-feira para ler sobre o ocorrido. Na Internet, com atualizações em tempo real (“minuto-a-minuto”), tem-se uma boa noção do que ocorreu já às, por exemplo, 15h20min do mesmo dia, e muitas vezes antes, quando há cobertura jornalística envolvida.

A Internet, por sua vez, não desmerece o jornal. Há os pontos negativos envolvendo o meio digital. Como o conteúdo é feito muitas vezes por usuários comuns – em tempos de Web 2.0, o usuário comum praticamente iguala-se ao jornalista –, a publicação de informações erradas e/ou ofensivas é freqüente. A credibilidade dessas informações, naturalmente, é posta em dúvida, algo que não ocorre no jornal. Os internautas que colocam conteúdo na rede normalmente não dispõem do equipamento profissional que uma equipe de repórteres de um jornal de boa circulação possui. O pequeno – e ao mesmo tempo definitivo – diferencial do jornal para a Internet é este: a qualidade com que as informações são passadas. Por mais que na nova versão da Web, a 2.0, os usuários tenham o mesmo, digamos, “poder” do jornalista de transmitir informações, o mesmo não ocorre no jornal: para informar determinado público, seja ele qual for, é preciso, no mínimo, do diploma de jornalista. Não irei entrar em discussão sobre esse assunto.

O jornal não vai morrer, muito pelo contrário. Se nesses quatrocentos anos moldamos esse meio de comunicação para atender a nossa própria demanda por informação, nos próximos quatrocentos, quinhentos, mil anos continuaremos a executar a mesma tarefa. Podemos pegar o exemplo do rádio: com a chegada da televisão, quantas pessoas pensaram que o rádio talvez caísse em desuso até sua total extinção? As pessoas têm uma noção de convergência de mídias demasiadamente exagerada; é obvio que rádio, jornal, televisão e internet irão convergir cada vez mais – a tendência é essa, todos sabem -, entretanto haverá um limite, onde cada meio de comunicação irá sustentar-se pelo seu diferencial: a televisão irá trabalhar com a plástica das notícias, usando as nuances das mesmas para obter imagens belas e informativas; as rádios irão focar-se cada vez mais na diversidade da grade de programação, usufruindo do grande fluxo de informação que lhe é possível transmitir em tempo real; o jornal apostará suas fichas no papel digital, tornando possível a atualização constante do conteúdo durante o dia; ainda assim, contará com colunistas e escritores, além de repórteres qualificados para realizarem matérias especiais de assuntos interessantes à maioria da população; a Internet fará um apanhado de tudo isso e resumirá os fatos em suas páginas, mesclando conteúdo multimídia e promovendo a interação com o público.

Todos os veículos de comunicação terão o seu diferencial e isso fará com que eles coexistam, de modo que sempre haverá público suficiente para televisão, rádio, jornal e Internet. Esse público será faminto por informação e apelará para qualquer um dos quatro para saber o que está acontecendo ao seu redor, seja na sua região ou no mundo. O grande papel da imprensa a partir do século XXI será transmitir informação de qualidade para o indivíduo, não importa onde ela se encontre.

Postado por: Filipe Garcia

Um ciclo (sem fim?)

01/04/2009

A edição de um jornal nunca pára. Seja na reportagem, na impressão ou na distribuição, sempre tem alguém trabalhando em prol da comunicação. Comunicação essa que se dá num longo período de 24 horas, tempo em que tudo pode acontecer ao redor do mundo. E o que acontece hoje, o leitor sabe amanhã. Essa é, sem dúvida, umas das razões da extinção do jornal impresso, o jornal cuja tinta mancha os dedos, e não informa na velocidade da sociedade contemporânea.

Independente do futuro do jornalismo impresso, o fato é que fazê-lo circular todos os dias não é uma tarefa fácil. Exige concentração, disciplina e organização de todas as partes envolvidas, por que não basta ter uma matéria bem escrita, se as cores do jornal não favorecerem a leitura.

O maior perigo para o jornal, entretanto, é a internet. A comunicação digital vem ocupando um espaço tremendo no campo das comunicações (eis um exemplo). A digitalização não significa o fim da profissão jornalista, mas provavelmente o fim do jornal periódico como conhecemos hoje. Evolução ou não, o importante para os jornalistas é saber se comunicar de todas as formas por todos os meios.

Postado por: Eduarda Alcaraz

Outro Universo.

25/03/2009

Deslumbramento.

É essa a expressão que utilizo para começar meu texto. Por quê? Ora, pois acabo de entrar em uma universidade. É natural um adolescente  de 18 anos, recém saído do ambiente escolar, deslumbrar-se (e perder-se, em certas ocasiões) no mundo universitário. Dinâmica diferente, pessoas diferentes, relacionamentos diferentes e objetivos diferentes. É um bombardeio de expectativas, de incertezas, de inseguranças. Estou gostando muito do curso, porém não tenho certeza se vou ser feliz exercendo o jornalismo para o resto da minha vida. Acho que isso também contribui para o dilema que muitos estudantes vivem: o de estar no lugar errado. Certamente muitos já pararam para refletir se estão realmente gostando do curso, se as expectativas geradas correspondem àquelas que outrora criaram e se imaginam-se felizes exercendo a profissão.

O ambiente universitário, diferentemente do ambiente do ensino médio, é caracterizado pela palavra liberdade.  Temos a autonomia de entrar e sair das aulas, bem como usarmos qualquer recurso tecnológico que dispusermos: notebooks, palms, smartphones..  Criamos uma espécie de convivência com o meio digital, pois o contato com o mesmo é constante dentro da universidade. Isso foi algo que me supreendeu (positivamente), visto que a exigência do mercado de trabalho tem-se voltado especialmente para a área da computação e da tecnologia. O profissional atualizado com esse meio certamente terá significativa vantagem sobre os demais, menos atualizados.

Meu parecer sobre esse outro universo é totalmente positivo. A mudança, no entanto, é perceptível; o ritmo, mais acelerado. É preciso dedicar-se muitas vezes exclusivamente à universidade em virtude do excesso de trabalhos e atividades. No início, o aluno tem dificuldade em conciliar a faculdade com suas outras atividades, como curso de idiomas ou academia. Contudo, a adaptação é uma questão de (pouco) tempo e só depende da dedicação e  do esforço do aluno.

Postado por: Filipe Garcia.

Prelúdio

19/03/2009

Dentro da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, nasce o blog Café Letrado.  Criado pelos alunos Filipe Garcia e Eduarda Alcaraz, estudantes de Jornalismo, este espaço abrigará textos sobre variados assuntos, sempre associados a um meio de comunicação, seja rádio, jornal, televisão ou Internet.

Esperamos que se sintam confortáveis nesse espaço humildemente construído por nós e que comentem, avaliem e critiquem se julgarem necessário.

Aqui, começamos.

Até breve.


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